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Cartões crescem mais que o previsto

Jornal Valor Econômico 15/12/2009 - Altamiro Silva Júnior


As transações com cartões de crédito vão crescer mais que o previsto este ano, impulsionadas por maiores gastos no final de ano. Ontem, a Redecard, principal credenciadora da MasterCard, divulgou novas projeções, mais otimistas, para o desempenho do setor em 2009.


O volume financeiro das transações com cartão de crédito deve aumentar entre 17% e 19%, um ponto percentual a mais do que a previsão anterior (16% a 18%). Na Cielo, que ontem aprovou em assembleia com acionistas a mudança de nome (que antes era VisaNet), a projeção de crescimento é ainda melhor, de 21% a 22% para os plásticos de crédito e débito. A Cielo cuida das transações da Visa e é sua credenciadora exclusiva.

"O último trimestre está bem mais forte (que os anteriores)", diz Roberto Medeiros, presidente da Redecard. Por isso a empresa resolveu rever as previsões para cima. O executivo aponta dois motivos. Vendas melhores em datas comemorativas, como o Dia das Crianças e compras antes do Natal; e o maior uso do cartão em setores que pouco utilizavam o plástico, como saúde e educação.

"Estamos com um esforço de credenciamento desses dois setores e os números mostram que está dando resultado", diz Medeiros. As transações feitas em consultórios de dentistas subiram 42% nos primeiros 9 meses deste ano. Em clínicas, a alta foi de 41% e em educação foi de 39%.

Por conta do aumento das transações e das vendas parceladas sem juros no cartão, a Redecard revisou também as projeções de crescimento das operações de antecipação de recebíveis. A previsão de expansão subiu de 21% para 23%.

O total de cartões no mercado deve chegar a 135 milhões em dezembro, segundo previsão da consultoria Boanerges & Cia, especializada em varejo financeiro. A alta é de 9% em relação a 2008. Esses plásticos devem movimentar R$ 253 bilhões, expansão de 18%.

As empresas do setor começaram este ano a se preparar para a abertura do credenciamento. A Redecard informou que seus investimentos devem somar R$ 170 milhões em 2009. A empresa deve encerrar o ano com cinco bandeiras como clientes e mais 11 empresas de benefícios (vale-alimentação e refeição). Na Cielo, que está se ajustando para se tornar uma empresa multibandeira (que não aceita somente a Visa), o investimento será de R$ 215 milhões. O contrato com a bandeira americana termina em junho de 2010.

No documento da Redecard, a empresa informa que a Abecs (associação que representa o setor) entregou no último dia 3 em Brasília uma proposta de autorregulação para as empresas de cartões. Segundo Medeiros, a proposta contempla as sugestões dadas pelo Banco Central em outubro - como abertura do credenciamento; compartilhamento dos terminais que fazem a leitura do cartão; e transparência na definição da tarifa de intercâmbio.

"A Abecs propõe a implantação quase que imediata disso. Parece ser uma solução que atende às expectativas da sociedade e do governo", diz Medeiros. O BC prometeu soltar nos últimos dias maiores detalhes do que espera para o setor, mas ainda não o fez. Na data da entrega do documento que propõe a autorregulação ao BC, a Abecs prometeu dar maiores informações em 20 dias. No dia 18, a diretoria da entidade se reúne pela última vez este ano e o assunto deve ser o principal da pauta de discussões.

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