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Nova fase exige correspondentes mais qualificados

jornal Brasil Econômico 07/04/2010 - Thais Folego

Os correspondentes bancários surgiram no final da década de 1990 de um esforço do sistema financeiro e do governo em levar serviços financeiros até a população não-bancarizada. Correspondente é uma empresa de qualquer segmento que, além de sua atividade, atue também como agente intermediário entre instituições financeiras e seus clientes. Em sua maioria, são estabelecimentos como Correios, lotéricas, padarias e açougues, que são autorizados a receber e pagar contas, fazer propostas de abertura de conta corrente, poupança e cartão de crédito, entre outros serviços financeiros.

Agora, em uma segunda ofensiva, é hora de investir no treinamento das pessoas que operam nos 169 mil pontos de atendimento de correspondentes em todo o país, segundo dados do Banco Central. Para tanto, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) está estruturando uma certificação para esse mercado, assim como a Andima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) tem para os gerentes de bancos. "O projeto deve estar pronto no final do ano", diz Renato Martins Oliva, presidente da ABBC.

Este, porém, é o terceiro passo de um caminho que começa a ser trilhado agora. Nesta semana, a ABBC vai lançar um curso virtual de formação dos correspondentes em prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. O curso atende a uma legislação do Banco Central que determina esse tipo de formação para todos os funcionários diretos e terceirizados das instituições financeiras - a Circular n° 3.461, do ano passado.

Capacitação

Já o segundo passo é um curso mais extenso com módulos sobre educação financeira, produtos, ética, técnica de negociação, riscos da atividade e sua mitigação, legislação e regulação e Código de Defesa do Consumidor. Esse curso está sendo estruturado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo, e estará pronto dentro de dois meses. "O nosso objetivo, no longo prazo, é atender a regulamentação, capacitar e certificar os correspondentes", afirma Oliva.

Das três iniciativas, a única obrigatória é o curso de lavagem de dinheiro, já regulamentado pelo BC. "Em um primeiro momento, a capacitação e a certificação são esforços de autorregulamentação do mercado , pois para ser obrigatório tem de ser regulamentado", explica Oliva. Procurado para saber se estuda a regulação da capacitação dos correspondentes, o BC não atendeu à reportagem.

Alcance

Os correspondentes foram criados por conta da extensão geográfica do país. "No Brasil existem 5.575 municípios, alguns distantes até 300 quilômetros um dos outros", dimensiona Oliva. Por estarem espalhados por todos os cantos do país, tanto o curso de lavagem quanto o de capacitação foram estruturados na internet, para que o acesso seja universal.

Já no de capacitação, a formação será on-line, mas a prova terá que ser presencial. "Para isso, teremos de fazer convênios com fundações e faculdades espalhadas por todo o Brasil", comenta o presidente da ABBC.

O lançamento oficial do curso de lavagem de dinheiro ocorrerá na próxima sexta-feira, na sede da ABBC, em São Paulo.

 

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